7 de mai de 2015

Uma carta para alguém que eu nunca conheci

    Escrevo essa carta apenas para expressar saudades. Dizer que sinto falta do seu jeito doce, do seu jeito possessivo (na medida certa). Lembro-me dos nossos momentos à sós, da sua mão macia descendo sobre minha pele lisa enquanto sua voz sedutora sussurrava em meus ouvidos uma proposta diferente. Assim como você era. Diferente.
    Além de amor e amante, você era meu amigo, o melhor de todos eles (amores, amantes e amigos). Você era boa companhia tanto para os mais intensos suspiros, quanto para os mais profundos silêncios. Você sabia estar aqui, sabia marcar presença. Sabia me entender como ninguém, sabia a hora de se calar, de ouvir, de falar. Talvez eu não tenha tido a oportunidade de dizer, mas você era dono do melhor abraço... Inclusive, se incomodava quando alguém me abraçava e eu achava isso incrivelmente fofo. Você beijava minha testa e me apresentava para os amigos como tua namorada. Meu bem, sou também tua amante, tua mulher e tudo que você quiser.
Acordei no susto sem saber quem eu era e vi que havia dormido por quatro horas durante à tarde. Levantei-me e fui preparar um lanche quando me bate uma sensação que me faz lembrar do sonho. Saudade. Fui mergulhada por inteira por esse sentimento. Saudade do sono, do sonho e da pessoa que ali se fazia presente. Como posso sentir falta de algo que nunca tive? Questionei.
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